Seu nome é Tarantino, Quentin Tarantino!

9 Outubro, 2009 por Daniel Colombo

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Primeiro e importante aviso: o trailer, disponibilizado ao final desta crítica, é a coisa mais enganadora que eu já vi. Aparentemente, induz que o filme se trata de uma comédia, o qual não é e nunca chegou perto disso. Não sabemos ao certo se foi jogada de publicidade do filme, uma vez que transparecendo uma comédia, protagonizada por Brad Pitt, chamaria mais espectadores não conhecedores do cinema para abarrotar os bolsos da Universal e dos patrocinadores; ou se Tarantino quis que assim fosse para nos surpreender sobre a magnitude da obra, indubitavelmente brilhante. A verdade é que subestimei o trabalho precocemente diante de tal marketing, o que resultou numa sessão de cinema sublime, ou melhor, numa das coisas mais lindas que eu já presenciei na sétima arte.

Ah se Sergio Leone estivesse vivo! Ele deixou um legado e um “filho”, que, infelizmente para sua obra como um dos maiores gênios do cinema, é melhor do que o próprio “pai”. O primeiro capítulo é indiretamente sua cria, saltando aos olhos dos cinéfilos. Simplesmente brilhante. Tarantino já declarou em outras oportunidades que The Good, The Bad and The Ugly (1966) é o melhor filme já feito em sua opinião.

O domínio que Tarantino tem sobre o filme é assombroso. Um roteiro surreal e rico em detalhes, reconstruindo a história da Segunda Guerra Mundial de maneira pop (ou pulp, para seus maiores fãs), porém não fora dos limites do aceitável. Uma direção milimetricamente desenhada, embasada num conhecimento de outros filmes considerados clássios e outros alternativos, bastante costumeiros da cinematografia do diretor. Resumindo: a sua obra-prima!

Quanto ao elenco, não tem a mesma força das outras obras de Tarantino, mas é eficiente na sua totalidade. Christoph Waltz, como o “Caçador de Judeus”, nos presenteia com uma das melhores performances que eu vi nos últimos anos. Mescla carisma e humor no papel do Detetive e Coronel alemão Hans Landa. O Oscar já é dele! Brad Pitt, que faz mais o papel de chamariz de marketing, por sua vez interpreta uma figura esquisita, um caipira americano de certo modo engraçado, que dá o toque cretino e Yankee aos Bastardos. O filme é todo criado em cima de estereótipos, a fim de economizar tempo para as cenas com diálogos longos.

Com relação à trilha sonora, esta é um caso à parte. Inicialmente o projeto previa que ela seria inteiramente desenvolvida por Ennio Morricone, que não pode se comprometer devido a outras responsabilidades. Mesmo assim, pode-se considerar que esta seja a melhor trilha que Tarantino já montou. A arte de encotrar músicas perfeitas que se encaixam sublimemente às cenas é tarefa árdua, indiscutivelmente. Pode-se se assemelhar ao trabalho de montar efeitos visuais ideais para uma música, neste caso me refiro aos clipes. Tarantino sempre foi um mestre em vasculhar sons perfeitos, tanto entre músicas conhecidas quanto desconhecidas, de culturas diferentes e de trilhas de filmes passados. É o que ocorre em Bastardos Inglórios, em que há referências a clássicos do cinema, mais precisamente aos chamados spaghetti westerns. A música inicial é trazida do clássico faroeste protagonizado e dirigido por John Wayne, O Álamo, seguida de inúmeras sonoridades feitas por Ennio Morricone (mais ou menos umas seis), canções alemãs, Charles Bernstein e de clássicos do pop, como Billy Preston e a viciante Cat People de David Bowie, esta última de pura arte no que se refere à adequação da cena do último capítulo protagonizada pela personagem Shossana. Em suma, mais um ponto primoroso neste trabalho artisticamente perfeito. Escolhido a dedo, é um disco a ser ouvido até nossos ouvidos não aguentarem, o que duvido que isso aconteça.

Não quero me estender, até porque escreveria umas 10 paginas (possivelmente, num momento posterior, eu possa vir a enriquecer tal crítica). O que quero deixar bem claro é que Tarantino é o maior gênio do cinema atual, que com suas características de nerd e de perfeccionista alcança patamares de gênero e imortalidade. Ainda que Pulp Fiction seja talvez o filme mais cultuado do cinema contemporâneo, e o meu preferido do cineasta, Bastardos Inglórios é o seu melhor trabalho e a sua obra-prima, até então.

Desculpem-me os que não são adeptos à violência e à inconsequência criativa e genial de Tarantino, mas não sabem o que estão perdendo. Eu sou mais feliz por apreciar a sua arte.

Sublime, simplesmente sublime!

Avaliação: 9.5

 

Ficha técnica:

Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, 2008)
Diretor:
Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino
Elenco: Brad Pitt, Christoph Waltz, Eli Roth, Diane Kruger, Melanie Laurent, Daniel Brühl, Mike Myers, …
Duração: 153 minutos
Distribuição: The Weinstein Company/Universal Pictures
Site Oficial:
http://www.inglouriousbasterds-movie.com/

Provável Set List do show do AC/DC!

5 Outubro, 2009 por Daniel Colombo

O seguinte set list vem sendo utilizado nos shows realizados no mês de setembro, ao que tudo indica que se não for esta a sequência musical será algo semelhante:

Setlist:

Número sequencial – Música (nome do disco) - vocalista na época

1 – Rock n Roll Train (Black Ice) – Brian Johnson
2 – Hell Ain’t a Bad Place To be (Let There Be Rock) – Bon Scott
3 – Back In Black – Brian Johnson
4 – Big Jack (Black Ice) – Bon Scott
5 – Dirty deeds done dirt cheap – Bon Scott
6 – Shot Down in Flames (Highway To Hell) – Bon Scott
7 – Thunderstruck (The Razors Edge) – Brian Johnson
8 – Black Ice – Brian Johnson
9 – The Jack (TNT) – Bon Scott
10 – Hells Bells (Back In Black) – Brian Johnson
11 – Shoot to thrill (Back In Black) – Brian Johnson
12 – War Machine (Black Ice) – Brian Johnson
13 – Dog Eat Dog (Let There Be Rock) – Bon Scott
14 – Anything Goes (Black Ice) – Brian Johnson
15 – You Shook Me all night long (Back In Black) – Brian Johnson
16 – TNT – Bon Scott
17 – Whole lotta Rosie (Let There Be Rock) – Bon Scott
18 – Let There Be Rock – Bon Scott

Encore:

19 – Highway To Hell – Bon Scott
20 – For Those About To Rock – Brian Johnson

Aos fãs que irão ao show, agora é só fazer a citada seleção e começar a se acostumar com essa sequência, escolhida milimetricamente com 10 músicas do Bon Scott e 10 do Brian Johnson, dividindo muito bem as duas épocas da banda.

Deixo aqui a minha crítca: embora seja uma turnê do álbum Black Ice, há muitas músicas do referido disco; e onde estão as clássicas Problem Child, It’s a Long Way to the Top, Rock’n Roll Ain’t Noise Pollution, Jailbreak, Who Made Who e a “recente” Stiff Upper Lip? Com todo respeito aos caras e a Bon Scott, mas Dog Eat Dog não né?! Porém, …

Brasil será sede das Olimpíadas de 2016!

2 Outubro, 2009 por Daniel Colombo

Uma notícia surreal, quase utópica, … Mas é verdade, o Rio de Janeiro acolherá uma edição das Olimpíadas: a primeira a acontecer na América Latina! 

Apesar das opiniões contrárias, a decisão do Comitê Olímpico Internacional coloca o Brasil num patamar de país de primeiro mundo, dentre outras diversas influências positivas. 

Pra não fugir dos assuntos abordados no blog, postei tal notícia eis que o vídeo apresentado pela candidatura foi dirigido e produzido pelo ilustríssimo Fernando Meirelles. Disponibilizo ele abaixo.

Todos envolvidos nessa façanha, até mesmo cineastas!

E os sinos do inferno baterão em São Paulo!

1 Outubro, 2009 por Daniel Colombo

Considerada por muitos como a maior banda de Rock da história, o grupo australiano AC/DC fará show em São Paulo no dia 27 de novembro, perante o estádio do Morumbi. Muito aguardada, principalmente pela nova geração de rockeiros, a banda se apresentará na turnê do disco Black Ice, provavelmente a última excursão mundial dos vovôs, que estão na estrada desde 1974.

O ingressos, já à venda, esgotar-se-ão rapidamente, se já não os foram.

Sonhado por muitos, esse, sem dúvidas, é um show pra ficar na memória de qualquer fã. Ao contrário da apresentação do Radiohead, esse eu presenciarei ao vivo, postando detalhadamente o evento.

Pra deixar com água na boca, fica aqui uma palhinha do show da turnê Stiff Upper Lipp realizado em Munique, com o hino Thunderstruck.

For Those About to Rock… Anti-Christ Devil`s Child!

Sugestões de Comédias!

27 Setembro, 2009 por Daniel Colombo

Como alguns afirmam, a comédia é o gênero mais difícil de se acertar. Portanto, vão aí algumas dicas: três dos filmes (os três primeiros) são do chamado clã Apatow, grupo de cineastas liderado pelo diretor e roteirista de filmes de grande sucesso como O Virgem de 40 anos; um é, talvez, a melhor comédia desta década; e o quinto e último indicado é  um clássico absoluto.

 

2362-2007-09-22-12_44_31_1Ligeiramente Grávidos (Knocked Up, 2007)

O diretor Judd Apatow, aclamado pelo seu trabalho em O Virgem de 40 anos, repete a dose de qualidade artística, dificilmente dada às comédias. Um filme que mescla seriedade e palhaçadas na medida certa. Os atores, entre um elenco de grandes comediantes, são de uma pontualidade pouco vista. Sem dúvidas, uma das melhores comédias da década. Um ar de novidade toma conta dessa obra-prima das comédias contemporâneas.

Avaliação: 7,5

  

ressaca-de-amorRessaca de Amor (Forgetting Sarah Marshall, 2008)

Seguindo a trilha de originalidade deixada por Apatow, agora somente produtor deste trabalho, nasce outra comédia de qualidade. Ainda que não possua a mesma consistência no roteiro que o filme supracitado, oferece a excelente atuação de Jason Segel, uma das revelações da comédia, que também assina o roteiro aqui nesse filme. Mais pastelão, talvez mais engraçado: uma pedida excelente para o gênero.

Avaliação: 6,5

 

segurando-as-pontasSegurando as pontas (Pinneapple Express, 2008)

O filme conta a história de dois maconheiros que se envolvem em muita confusão, mesclando ação e comédia, lembrando muito aos personagens hilários Cheech and Chong. O trabalho do clã Apatow divide muitas opiniões de crítica e público. A minha opinião? Piadas forçadas, pastelão demais, roteiro desmembrado; mas digno de cenas clássicas. Veja e dê sua própria opinião.

Avaliação: 5

 

Se-beber-n%C3%A3o-case-450x693Se beber, não case (The Hangover, 2009)

Essa ressaca, fenômeno de bilheteria pelo mundo inteiro, acerta em cheio em quase tudo: roteiro (não parece ser de comédia, tendo em vista a solidez do início ao fim, com pontos bem definidos), a direção (não me lembro de ter visto uma tão boa em comédias) e o elenco (digno de premiações). O último filme de Todd Phillips, Dias Incríveis, já demonstrara a qulidade do diretor, que se consolida agora. Talvez a melhor comédia do ano e da década. Perfeita em quase tudo.

Avaliação: 8

 

strangeloveDr. Fantástico (Dr. Strangelove, 1964)

Eu afirmo com veemência: a melhor comédia da história, se bem que não é uma comédia comum, mas com foco político e social. Além disso, um dos melhores filmes de toda a cinematografia mundial, sem dúvidas. Fruto de Stanley Kubrick, o maior gênio do cinema, essa comédia angariou 4 indicações ao Oscar de 1965, dentre elas melhor filme, direção, roteiro e ator (Peter Sellers). Absolutamente imperdível e inesquecível. Digno de aplausos eternos.

Avaliação: 9,5

 

Julian Casablancas já tem data marcada para o lançamento de seu álbum solo!

20 Setembro, 2009 por Daniel Colombo

É isso ae! Julian Casablancas: o excêntrico compositor e vocalista da banda norte-americana The Strokes está lançando seu primeiro cd solo. Intitulado como Phrazes For The Young, a data está marcada para o dia 19 de Outubro no Reino Unido, e dia 20 do mesmo mês nos Estados Unidos.

Seguindo os mesmos passos de seu comparsa de banda (o brasileiro Fabrizio Moretti, que fundou o Little Joy em parceria com o hermano Rodrigo Amarante), Julian engrena uma carreira paralela ao Strokes, enquanto eles não lançam o seu tão aguardado quarto disco.

A primeira música de trabalho do álbum, já disponibilizada no my space do músico – http://www.myspace.com/juliancasablancas – chama-se 11th Dimension e já mostra que a alteração no estilo musical é evidente. Claramente baseada em músicas eletrônicas da década de 80, a faixa possui um ritmo dançante somada a uma voz mais suave do cantor. No início, o riff de teclado passa uma impressão de precariedade instrumental, mas no decorrer da música a incrementação sonora é genial. Um lado new wave até então desconhecido do músico.

Para os fãs, uma “palhinha” para que o pessoal fique ainda mais ansioso a apreciar devidamente o primeiro disco desse que é um dos melhores músicos desta década.

Humbug: uma fase transitória, até porque os verdadeiros músicos se reinventam!

8 Setembro, 2009 por Daniel Colombo

 

Humbug

 

Reinventam-se tanto na forma comercial como no estilo musical mais maduro e adulto. O que antes eram músicas disponibilizadas oficialmente e gratuitamente pela internet agora requerem um preço pelo prazer de escutá-las, isso se abstrairmos o delito mais comum de todos nós cidadãos comuns do mundo virtual – a pirataria.

Desde que surgiu o movimento Indie Rock do novo século, classificado como sendo bandas nascidas de gravadoras independentes, com um estilo musical peculiar e semelhante de uma maneira geral, ou melhor dizendo, bandas alternativas, Arctic Monleys foi a melhor delas depois do estouro dos Strokes. O que me faz pensar desse modo? A qualidade inigualável e originalíssima desse quarteto é inenarrável. As guitarras e demais instrumentos ecoam de maneira uníssona, incomparável com quase nada, somados ao estilo próprio do canto do vocalista Alex Turner.

As batidas não mais ecoam de maneira eletrizante como antes, mas a maturidade do grupo se sobressai gritantemente. A qualidade musical segue o mesmo caminho, mas de maneira distinta. As guitarras, o baixo e a bateria ainda tocam na mesma direção, juntos como se um único instrumento fosse, mas com tons soturnos e mais introspectivos. A inspiração: Black Sabbath, como afirmado pelos integrantes. A produção: Josh Homme, guitarrista e vocalista da banda Queens of the Stone Age.

Sem mais delongas, até mesmo porque não esgotei o álbum da forma indispensável, deixo em aberto os próximos parágrafos, sendo que pretendo preenchê-los num futuro pouco distante. Os comentários estão abertos, como sempre, e podem se complementar ou influenciar a opinião dos parágrafos em branco.

Sem dúvida uma das melhores bandas desta década!

Avaliação: 8

Ficha Técnica:

Arctic Monkeys – Humbug (2009)

Integrantes: Alex Turner (guitarra e vocal), Jamie Cook (guitarra), Nick O’Mailley (baixo) e Matthew Helders (bateria e vocal de apoio)

01 – My Propeller
02 – Crying Lightning
03 – Dangerous Animals
04 – Secret Door
05 – Potion Approaching
06 – Fire and The Thud
07 – Cornestone
08 – Dance Little Liar
09 – Pretty Visitors
10 – The Jeweller’s Hands

Public Enemies e o talento de Michael Mann!

6 Agosto, 2009 por Daniel Colombo

public enemiesA primeira coisa que me passou à cabeça quando fiquei sabendo deste filme: será que Michael Mann vai conseguir manter a sua qualidade como diretor e realizar um marcante filme de bandidos e, além disso, de época?!

Depois de três meses mostro a cara novamente para escrever aqui no blog, e digo que gostaria que fosse com uma satisfação maior sobre o referido filme. Ele não superou e tão-menos atingiu as minhas expectativas.

O filme apresenta, em tese, a mesma falha que a obra antecedente, Miami Vice (2006), deste que é, talvez, um dos 10 melhores diretores da atualidade. Qual seja: a falta de um roteiro de qualidade. É, ao menos na minha impressão, evidente a desconexão que existe entre os personagens, faltando dar vida e profundidade às histórias de cada integrante da trama. Michael Mann, que também assinou o screenplay, demonstra novamente a sua mediocridade para a escrita.

Todavia, o seu talento na direção salta aos olhos como uma jóia rara. Li uma crítica no cineplayers afirmando que “ninguém, mas ninguém sabe filmar um tiroteio como Michael Mann”. Essa declaração é da mais pura verdade. Ele é, sem dúvida, o que há de melhor e até arriscaria dizer o que já houve de melhor em termos de cenas de ação. Ademais, indo além na explicitação, eu diria que é também o mais detalhista e perfeito entre todos. Ninguém se apega a preciosismos como Michael Mann; ninguém é melhor com uma câmera na mão do que Michael Mann.

A trilha sonora, um dos pontos fortes do diretor em trabalhos anteriores, ainda que bastante eloqüente, não serve de fundo para a história.

Duas cenas ficarão marcadas na história do cinema, tamanha a qualidade. A primeira, o tiroteio e a perseguição que ocorre na noite, em meio ao mato. A segunda, e mais marcante, refere-se aos últimos minutos do filme, em que a obra se redimi de tudo de ruim que havia apresentado até então. Pura tensão e suspense de primeira linha, pra fechar com chave de ouro, aliás, outra qualidade de Mann: o fato de saber como encerrar uma película.

Com relação ao elenco, estelar, por sinal, não se apresenta com uma boa vibração. Johnny Depp foi escolhido erroneamente para o protagonista, não conseguindo demonstrar por que é um dos atores mais versáteis do cinema mundial. Talvez justamente por isso: ele não serve para papéis “simples” demais; necessita excentricidade. Marion Cotillard, vendedora do Oscar em 2008 pelo seu papel como Edith Piaf, está apagadíssima, irreconhecível. O único que se salva, e que foi injustamente mal explorado pelo roteiro, é Christian Bale, o homem-morcego, de atuação bastante confiante e segura. Creio eu que um dos culpados para as atuações abaixo do esperado por um elenco tão grandioso é a falta de qualidade do roteiro. Sim, novamente o roteiro: a ovelha negra do filme.

Um filme tecnicamente como artisticamente brilhante, sendo que até lembra um pouco ao tão aclamado sucesso de Brian De Palma, Os Intocáveis (1987), em termos de qualidade técnica.

Na mão de qualquer outro diretor seria só mais um péssimo filme de ação, porém Michael Mann ao mesmo tempo em que caprichou nos detalhes técnicos, contribuiu para o insucesso através da trama: uma dualidade infeliz, para ele e para todos nós. Resumindo, um conjunto de qualidades e pontos negativos, todos desconexos entre si.

Um filme ruim? Não. Um filme fraco, contudo, um filme de Michael Mann!

Avaliação: 7

Ficha técnica:

Inimigos Públicos (Public Enemies, 2009)
Diretor:
Michael Mann
Roteiro: Ronan Bennett, Michael Mann e Ann Biderman
Elenco: Johnny Depp, Christian Bale, Marion Cotillard, Billy Crudup, Stephen Dorff, Leelee Sobieski e Giovanni Ribisi, …
Duração: 140 minutos
Distribuição: Universal Pictures

DVD’s!

1 Abril, 2009 por Daniel Colombo

Renovando alguns tópicos do blog, adiciono uma nova categoria contendo dicas sobre filmes já disponíveis em locadoras. Nesta primeira exposição, proponho a indicar alguns filmes atuais de grandes diretores já consagrados. Boas pedidas para diversão garantida e quem sabe para um toque crítico seu sobre alguns termos técnicos. A discussão está aberta, deixe seu comentário. Um abraço.

 

vicky-cristina-barcelona-poster013Vicky Cristina Barcelona (2008)

Envolvente! Há tempos Woody Allen não nos demonstrava tamanha qualidade artística. Uma boa pedida de romance com uma pitada de drama, ou vice-versa, especialidade de Allen. Destaque para o elenco brilhante: Javier Bardem, Rebecca Hall, Scarlett Johansson, Penélope Cruz, Patrícia Clarkson e Kevin Dunn. Dentre as consagrações da crítica, levantou o prêmio de melhor filme (comédia/musical) no Globo de Ouro e o Oscar de melhor atriz coadjuvante para Penélope Cruz. 

Avaliação: 7,5

 

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Queime Depois de Ler (Burn After Reading, 2008)

Voltando à comédia de humor negro, os irmãos Coen – atualmente os melhores diretores do cenário Hollywoodiano – tratam, como ninguém, da vida medíocre do povo americano de forma incrivelmente cômica e sarcástica. Um pouco denso para quem quiser ver um filme de comédia comum, mas que vale a pena caso você estiver com um pouco de paciência para algumas reflexões. Do contrário, a rejeição pode ser inevitável.

Avaliação: 7,5 

 

zodiaco-poster01Zodíaco (Zodiac, 2007)

Um dos mestres do suspense, David Fincher reinventa o estilo utilizado no clássico Seven – Sete Pecados Capitais, fazendo de Zodíaco, ainda que não seja uma obra-prima, um dos melhores suspenses dos últimos anos. Excelente pedida. Caso não tenha assistido, recomendo também os demais filmes do diretor, tais como o já mencionado Seven (1995), Clube da Luta (1997) e o atual O Curioso Caso de Benjamin Button (2008).

Avaliação: 8,5 

 

exterminio-poster01Extermínio (28 Days Later, 2002)

Danny Boyle, vencedor do Oscar de melhor diretor este ano, pelo excelente trabalho em Quem quer ser um Milionário?, presenteia-nos com o melhor filme de zumbis já feito, sem a menor sombra de dúvidas. Simplesmente arrebatador, com um roteiro digno das excelentes histórias de mortos-vivos e uma trilha sonora sensacional. Palmas pra Danny Boyle, que conseguiu dar qualidade a um gênero sem muito sucesso em outros tempos.

Avaliação:

 

rede-de-mentiras-poster01Rede de Mentiras (Body of Lies, 2008)

O lendário diretor inglês Ridley Scott repete a sua investida em filmes políticos, cheios de ação, como fez em Falcão Negro em Perigo. Contudo, dessa vez não manteve a mesma qualidade. Ainda assim, é um bom filme de ação e espionagem, com méritos para o galã Leonardo Di Caprio, que se consagra como um dos melhores atores do cenário atual.

Avaliação: 7

 

Radiohead: o show da década!

27 Março, 2009 por Daniel Colombo

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Já aviso, de antemão, que não tive o prazer de assistir ao vivo o show da banda britânica de maior qualidade da década de 90 e do novo século. Fiquei com a simplória satisfação de assisti-los na transmissão que o Multishow disponibilizou sobre o festival. Mas uma coisa é certa: quando iniciou, o sentimento era de profunda desilusão por não ter presenciado esse show louvável.

Que Radiohead é uma das melhores bandas da atualidade – se não a melhor – e que marcou o Rock Alternativo pra sempre, é indiscutível, pelo menos do meu ponto de vista. O show não fez por menos. Uma grande performance de pura emoção aos fãs incondicionais da banda. Não posso me ater a mais detalhes, pois a minha visão é restrita aos trechos passados pela televisão.

Como um plus ao experimentalismo do Radiohead, o festival acrescentou a participação dos alemães do Kraftwerk e dos cariocas do Los Hermanos, sendo que estes não demonstraram o seu status de melhor banda do país, num show apagado e desmotivante por parte dos integrantes. Falta de entrosamento, devido à recente separação, talvez. O motivo não sei, mas não foi aquele Los Hermanos de tempos atrás. Um desgosto para os fãs.

Kraftwerk, a banda que “inventou” a música eletrônica teve um show não menos marcante e histórico que o quinteto de Thom Yorke, mostrando que, apesar de estarem há mais ou menos 40 anos na estrada, mantêm a performance que os consagrou. Não preciso dizer mais nada, eis que se trata simplesmente de Kraftwerk, um monstro da música.

Sem dúvida, o festival do ano, o show da década. Aos que não foram, o arrependimento de uma vida musical inteira; aos que desfrutaram desse momento único, a satisfação total.

Êxtase total!