Até uns meses atrás, de fato não conhecia quase nada sobre essa grandiosa banda Canadense. Conhecida por utilizar uma quantidade absurda de instrumentos em suas músicas, Arcade Fire surgiu-me quando estava farto de ouvir as mesmas bandas de sempre. E é com grande (imenso) prazer que descobri um dos melhores grupos da atualidade, ou pelo menos é o que o álbum Suburbs repassa aos ouvintes. Considerado por muitos críticos como o melhor disco da banda, o que é indiscutível, alguns sugerem semelhanças ao clássico imortal Ok Computer do Radiohead, o que a meu ver não vinga. Talvez em termos de importância para o universo musical e para o estopim da carreira do grupo, aí, sim, poderíamos fazer esse nível de análise.
Taxada, de forma generalizada, como um Indie Rock, Arcade Fire é muito mais trabalhado do que isso: encaixa-se mais como um Art Rock do que qualquer outra coisa. A mescla de estilos durante todo o repertório do disco é grande, desde músicas lights e muitíssimo bem instrumentalizadas, a eletrônicas à lá Killers e até mesmo ao Glam Rock do bizarro Scissor Sisters.
Não escreverei mais nada, eis que não estou com saco e também porque me faltam argumentos para falar sobre a banda e principalmente o disco. Fica aqui a dica de pesquisar detalhes sobre o grupo e, essencialmente, escutar esse fenomenal álbum, que é um tanto viciante aos ouvidos. Ainda há surpresas musicais no universo limitado do Rock atual, e o exemplo é Arcade Fire e seu Suburbs.
A década começa com um disco que ao final dela será considerado um dos melhores, sem dúvidas.
Avaliação: 9
Ficha Técnica:
Arcade Fire – The Suburbs (2010)
01 – The Suburbs
02 – Ready to Start
03 – Modern Man
04 – Rococo
05 – Empty Room
06 – City with No Children
07 – Half Light I
08 – Half Light II (No Celebration)
09 – Suburban War
10 – Month of May
11 – Wasted Hours
12 – Deep Blue
13 – We Used to Wait
14 – Sprawl I (Flatland)
15 – Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)
16 – The Suburbs (Continued)
