Robert De Niro!

by

 

    

     Robert Mario De Niro Junior, nascido em 17 de agosto de 1943, na cidade de Nova York, começou sua carreira, aproximadamente, em 1968, fazendo pequenos filmes sobre bandidos ou mafiosos, o que mais tarde seria sua marca registrada em obras-primas imortais do cinema.

     Talvez o seu primeiro filme de destaque e de uma produção considerada bastante interessante seja Caminhos Perigosos (1973), dirigido por Martin Scorsese, seu futuro comparsa, formando uma das duplas ator/diretor mais clássicas de todos os tempos. O belo papel em Caminhos Perigosos abriu-lhe as portas para grandes produções. Não é à toa que Francis Ford Coppola lhe deu o papel de Don Vito Corleone, em O Poderoso Chefão 2 (1974). A atuação no segundo filme da Família Corleone, num dos papéis mais bem desempenhados que eu já vi, rendeu-lhe o Oscar de ator coadjuvante.

     A partir de então, De Niro já era considerado um grande astro de Hollywood, o que facilitou muito a sua busca por bons papéis. Tanto é verdade, que o lendário diretor Elia Kazan, fez questão de dar-lhe o papel principal em O Último Magnata (1976), no qual trabalhou ao lado de Jack Nicholson e Anjelica Huston. No mesmo ano ele encarnaria o taxista pirado no cultuado Taxi Driver (1976), repetindo aqui a parceria com Scorsese. Outra indicação ao Oscar veio com este trabalho, interpretando o personagem Travis Bickle. Anos depois, surgiria um dos mais clássicos filmes de guerra, O Franco-atirador (1978), de Michael Cimino, e, de novo, a indicação à estatueta de ouro.

     Reservo esse parágrafo somente à sua atuação-mor em Touro Indomável (1980), em minha opinião o melhor filme de Scorsese e da década de 80 e, ainda, a maior atuação da história do cinema. Tudo bem que é uma afirmação fortíssima, mas é inegável a magnitude do papel vivido sob a pele do boxeador Jake LaMotta. Explosão e consistência fazem parte das características deste papel, primorosamente, interpretado por De Niro, que aprendeu a lutar boxe, no período de um ano, com o próprio LaMotta, e engordou consideravelmente para realizar as últimas cenas da película, o que suspendeu as filmagens por dois meses. Diante da qualidade inigualável de sua atuação, nada mais merecido que o seu segundo Oscar, o que veio, acredito eu, com certa unanimidade.

     É verdade, que após a década de 70, a sua carreira deu uma acalmada. Contudo, em 1984, ele trabalharia com Sergio Leone, grande diretor de clássicos do Faroeste, como Três Homens em Conflito e Era uma Vez no Oeste, no filme de máfia intitulado de Era uma Vez na América. Confesso que não assisti a este trabalho, apesar de ser fã incondicional de Leone. Porém, a crítica considera um belo papel desempenhado por De Niro. Ainda nos anos 80, ele participaria, como o mafioso Al Capone, de Os Intocáveis (1987), obra-prima de Brian De Palma.

     A década de 90 inicia com o pé direito para o ator. Novamente outra indicação ao prêmio mais cobiçado do cinema pela atuação em Tempo de Despertar (1990), em que ele vive um paciente “retardado”. O papel de De Niro é de extrema qualidade, dando sentimento ao personagem num daqueles filmes mágicos do cinema. No mesmo ano, Os Bons Companheiros (1990) repete a parceria com Scorsese num dos filmes mais importantes da década de 90. No entanto, desta vez De Niro não recebe um papel digno de sua carreira, interpretando um personagem secundário e um pouco apagado.

     Scorsese não se cansa do amigo e o chama, novamente, para atuar em Cabo do Medo (1991), na pele do ex-presidiário psicopata Max Cady, num dos filmes mais assustadores que já assisti. Não cansada dos bons trabalhos de De Niro, a Academia norte-americana recoloca seu nome entre os melhores atores. Dois anos depois, arrisca um projeto pessoal, como diretor, no interessante Desafio no Bronx (1993). O sucesso de Os Bons Companheiros incentivou Martin Scorsese a repetir o mesmo estilo de filme em Cassino (1995), só que desta vez De Niro ganha o papel principal, desenvolvido de maneira excelente, como já é padrão em sua carreira. No mesmo ano, contracena pela primeira vez ao lado de Al Pacino, no eletrizante Fogo Contra Fogo (1995), de Michael Mann.

     A deslizada de sua carreira começa a surgir, sucedida de filmes e papéis de segunda classe. Destaco os trabalhos realizados em Jackie Brown (1997), em que Tarantino descola um papel bastante maluco para De Niro; Homens de Honra (2000), no personagem do comandante “casca dura” Billy Sunday. Entre outros, os papéis para filmes de comédia, como Máfia no Divã (1999), A Máfia Volta ao Divã (2002), Entrando numa Fria (2000) e Entrando numa Fria Maior Ainda (2004) mudaram os ramos de seus filmes preferidos, mas não menos dignos de atuações de mérito.

     Não podemos deixar de lembrar o seu último trabalho, desta vez como ator e diretor, no excelente thriller sobre o surgimento da Agência de Inteligência Central norte-americana, a CIA, chamado de O Bom Pastor (2006).

     De maneira sucinta, esta é a enorme carreira de Robert De Niro, considerado, sem a menor sombra de dúvidas, um dos melhores atores do cinema mundial de todos os tempos.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: