Master of Puppets é um monstro divino do Metal!

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     Completando a trilogia, a meu ver, dos melhores discos desta banda-pai do Metal, lhes presenteio com uma opinião sobre Master of Puppets, disco sagrado de 1986, dois anos após o também excelente Ride the Ligthning. Não que eu não vá redigir outras críticas sobre a banda, o que eu com certeza farei, eis que o meu fanatismo sobre a banda resta claro aos olhos vendados.

     Lembram quando eu disse que o Black Album era, indiscutivelmente, o melhor disco da banda? Pois é, depois de uma análise profunda e detalhada de Master os Puppets eu me reposiciono e digo que, talvez, possa ter me equivocado. Não consigo fazer uma ponderação de valores e me posicionar sobre qual o melhor dos dois álbuns, uma vez que os dois são absolutamente perfeitos.

     Além de perfeito, Master of Puppets é um monstro sagrado do Metal, pois possui vida própria, cadência, velocidade, peso e um toque clássico que só os metais das antigas possuem. A época era outra, o metal era outro, a inspiração dos garotos da banda também, motivo que não possibilita comparações com os discos mais recentes do quarteto.

     Oito músicas apenas transformaram deste trabalho um dos maiores clássicos do Metal e considerado, pelos fãs da banda, o mais importante. A seqüência inicial é magistral. Sem deixar o ouvinte respirar e sufocado por dedilhados de guitarra espanhola seguidos de muita velocidade, Battery abre o caminho, seguido da também rápida e imortal Master of Puppets. The Thing That Should Not Be dá uma pausa na “britadeira” e cadencia o ritmo inicial com uma batida seca, o que não foge muito quando entra o sucesso Welcome Home Sanitarium. Disposable Heroes é a pior faixa do álbum, o que não compromete, diante de um padrão de estilo já consagrado pela banda. O meu maior elogio ao disco vem agora. O que dizer dá seqüência final meu camarada?! Lepper Messiah é simplesmente imortal, inesquecível, um hino. Quem a escuta sente uma repentina vontade, apesar de não curtir o estilo musical, de balançar a cabeça como se fosse um cabeludo metaleiro diante da batida seca e crua da guitarra de Kirk Hammet. Prosseguida de Orion, uma faixa mística instrumental, faz dessas duas músicas merecerem um santuário sagrado para que os fãs incondicionais do Metal possam se curvar diante dessa divindade sagrada chamada Lepper Messiah/Orion. Confesso que nunca ouvi um encaixe e mudanças rítmicas tão perfeitas quanto essa saideira de Master of Puppets. Por fim, Damage Inc termina o disco do jeito que começou, numa trilhadeira, só pra não deixar dúvidas quanto à mensagem da banda.

     Ao invés de tentar discorrer sobre as qualidades individuais de cada integrante da banda, prefiro encurtar a história e deixar registrado que o que mais qualifica essa obra é o propósito de fazer um metal pra ficar marcado pela eternidade. A rica conbinação de ritmos e técnicas aprimoradas, repletos de riffs complexos e solos de guitarra e bateria incríveis, coloca este disco acima do próprio Messias, seja ele um fantoche ou quem for.

     Segundo Ozzy Osbourne, Master of Puppets é o que se fez de melhor na história do Heavy Metal!

     Avaliação: 10

Ficha Técnica:

Metallica – Master of Puppets (1986)

Integrantes: James Hetfield (vocal e guitarra base), Kirk Hammet (guitarra solo), Cliff Buton (baixo) e Lars Ulrich (bateria).

01 – Battery
02 – Master Of Puppets
03 – The Thing That Should Not Be
04 – Welcome Home (Sanitarium)
05 – Disposable Heroes
06 – Lepper Messiah
07 – Orion
08 – Damage, Inc.

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