O Senhor dos Metais: O Retorno dos Reis!

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     Pelo amor de deus, se alguém estiver pensando que eu larguei o Metallica de mão já pára de ler por aqui. Pelo contrário, graças a Deus eles tão ae de novo, The Unforgiven 3 é do caralho, o CD tem várias músicas do caralho, e sim, dá pra dizer: os caras tão de volta!

     Andei escutando o Death Magnetic e, sem entrar no mérito de qual disco é melhor ou pior, até porque é muito difícil superar o Black Album, o fato é que depois de doze ou sei lá quantos anos esperando músicas novas (o St. Anger não é considerado álbum) da banda, tudo que aconteceu nesse meio-termo pode influenciar na análise de qualquer coisa lançada por eles.

     Não to dizendo que não é bom, longe disso, é muito bom o disco, o Metallica voltou. Graças a Deus. O problema é que depois daquele lixo do St. Anger, muitos fãs e críticos não querem dar o braço a torcer e continuam insistindo que a banda já era, como se uma coisa boa não pudesse voltar, o que tem sido comum no Rock n’ Roll (Guns n’ Roses, Pink & Floyd, Black Sabbath, …).
 
     O problema é que nem todos os apreciadores de um bom Heavy Metal acreditam em uma virada de mesa. Depois do St. Anger, parecia impossível voltar a ser o Metallica. Ou pior, sempre tem “uns merda” que dizem que nada é mais como antigamente, só pra se vangloriar de que eles sim puderam escutar Rock n’ Roll de verdade e o que tem agora é tudo distorcido, industrial, podre. Vão se fuder então, morram abraçados e parem de pentelhar quem ta se esforçando pra fazer Rock n’ Roll.
 
     Muita coisa pode até ser, mas não dá pra generalizar.

     The Unforgiven III. Essa música eu preciso comentar. É impossível não comparar com as versões anteriores. A estrutura é a mesma, calmo no inicio com aquele piano do mal e a melodia meio macabra (não que isso seja ruim porra, lembra de Mr. Crowley? É ruim? Claro que não. Ou até To Live is To Die pra dar um exemplo do próprio Metallica), pras guitarras e a bateria entrarem com tudo.

     Analisando individualmente: James Hetfield, o cara continua com uma voz do caralho, (tu acredita que eles, no início, pensavam em contratar um vocalista, deixando o James só na guitarra?), sério ele tá no meu top 3 dos melhores cantores de todos os tempos. O Jason Newsted já tinha falado naquele programa da Supergroup que o Metallica tem o melhor vocal grave de todos os tempos. E ainda tenho que escutar que o Jim Morrison sabia cantar. Pelo amor de Deus!

     O Robert Trujillo (não sei se é assim) não fede nem cheira. O cara tah na dele lá com aquele estilo macaco tocando. Vocês sabem que ele é ex Ozzy neh?

     O Lars sempre tocou muito. Ponto final.
 
     E o Kirk Hammet. Pai dos riffs. Quanto ao solo, o clímax da música, a benção do rock, ficou bom. Calma… Eu sei que vocês possam pensar que eu fiquei maluco. Desde já, portanto, vou deixar claro uma coisa: o Metallica sem o Kirk não é nada. Eles precisam do Kirk. Tenho certeza que eles não estariam onde estão se não fosse, também, pela guitarra do Kirk. O ex aluno do Joe Satriani toca pra caralho, mas nesse CD os solos dele só corroboram o que eu já venho falando: é aquela coisa meio caótica, desorientada, maluca, super rápida. Muito bom no contexto das músicas, encaixa legal. Ele deixa claro que ele tem técnica acima do normal, mas, …. hahaha meu amigo. Falta um pouco de feeling e melodia. Mas nem tudo é perfeito neh. Em algumas músicas sou obrigado a reconhecer o potencial dos solos do Kirk, mas todos os fãs de Metallica sabem que os solos mais melódicos e que dão mais tesão de escutar como solos mesmo, são do James como Nothing Else Matters e sei lá mais o que.

     A minha estima pelo Kirk continua a mesma. Metallica na veia. É só um estilo diferente. Mas tem que dá de “pau mole” nele por uma coisa: tu acredita que ele chegou a dizer que não sabia que os solos eram tão importantes – por isso a falta deles em St Anger – hein?!

     Bueno, só pra acabar preciso dizer outra coisa: se eles realmente querem ser os novos Rolling Stones (em termos de longevidade) é óbvio que eles precisariam de algo que restaurasse a credibilidade que eles perderam nesses últimos anos. Pra mim eles sempre tiveram crédito.

    Obrigado, Four Horsemen!

     Avaliação: 8,5

Ficha Técnica:

Metallica – Death Magnetic (2008)

Integrantes: James Hetfield (vocal e guitarra base), Kirk Hammet (guitarra solo), Rober Trujillo (baixo) e Lars Ulrich (bateria).

01 – That Was Just Your Life
02 – The End of the Line
03 – Broken, Beat & Scarred
04 – The Day That Never Comes
05 – All Nightmare Long
06 – Cyanide
07 – The Unforgiven III
08 – The Judas Kiss
09 – Suicide & Redemption
10 – My Apocalypse

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